quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SIFROL 1 MG URGENTE!

Ainda não tenho um neurologista aqui em São Paulo e meu estoque de SIFROL 1mg dura mais 2 dias. Caso algum leitor parkinsoniano de São Paulo, região de Campinas ou Indaiatuba, possa dispor de uma ou duas caixas do medicamento e possa emprestá-las a mim, prometo devolvê-las com a urgência possivel! Obrigado desde já!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A vitrine

A vida me encanta e sempre me encantou. Não acredito que perderá seu encanto nunca! A cada dia uma nova surpresa, basta olhar direito para o que acontece.
Entretanto somente olhar direito não basta. É preciso sentir com o olhar, apalpar, cheirar, e viver o olhar...
Observo a vida como uma criança que pára diante de uma vitrine cheia de brinquedos e escolhe um deles para si.
Antonio Luna, um conhecido apresentador de televisão e homem de rádio no Paraná, que infelizmente já partiu daqui, me disse uma vez:
"Viver a vida é como sair de casa em um dia de chuva com sua melhor roupa branca. Você sabe que poderá sujá-la facilmente com a chuva e a água das sarjetas, o que provavelmente acontecerá. Sabe também que ao chegar em casa, poderá colocar as roupas brancas na máquina de lavar e em poucas horas as terá limpas, prontas para serem usadas em um belo dia de sol, ou mesmo em um dia de chuva novamente".
Não encontrei ainda melhor definição do que é viver!
O olhar e a ousadia de sujar as roupas brancas em dia de chuva, têm sido meu rumo...
Quero viver! Por isso estou vivo.
Vivo intensamente, como sempre, sem medo, saboreando cada minuto, da maneira que a vida se apresenta a mim.
Faço minhas escolhas baseado no que me parece melhor e confesso, não acerto sempre. Conservo apesar das escolhas certas ou erradas a capacidade de colocar as roupas brancas na máquina e usá-las de novo!
Bom dia SAMPA!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Paulista para os paulistanos

Paulistanos em procissões imensas, vêm até mesmo dos bairros mais distantes para ver, sentir e fotografar o Natal da Avenida Paulista.
É uma verdadeira enchente de gente ocupando as calçadas com crianças, idosos, esposas, maridos, namorados e namoradas, amigos e amigas, todos eles com um objetivo comum - ver a decoração de Natal e escolher, segundo seu gosto estético particular, a empresa que melhor decorou sua fachada ou o interior de sua loja.
São Paulo fervilha na Paulista!
A tradição anual se renova em cores e efeitos, renovando nos corações de quem vem de longe ou de perto, as esperanças de efeitos novos que venham colorir suas vidas.
Vidas que correm todos os dias, lotando os pequenos restaurantes da região na hora do almoço, bicicletas de entregadores que ziguezagueiam desviando os pedestres, cachorros e o que mais aparecer. Motoristas muito bem educados que respeitam a vez e cedem suas preferências polidamente com um pequeno toque de buzina saudando quem ocupou a sua vaga ou agradecendo pela cessão da vez.
Essa é uma cidade praticamente desmistificada para mim, bicho do Paraná!
Escrevi no post anterior que São Paulo me acolhe e sigo ratificando isso. Afinal o apóstolo de Cristo não cederia seu nome em vão, a essa bela cidade de gente que corre ocupada com seus afazeres diários, sem nunca perder sua ternura.
No entanto, nem tudo são cores e os efeitos nem sempre os melhores. A saúde publica é precária e tudo fica muito longe. Enfrenta-se alguns congestionamentos quando se vai de carro, para ir e voltar...
São coisas de uma grande cidade, portanto são coisas gestionáveis ...
Li outro dia desses, que as espécies que sobreviveram às constantes mutações no planeta, não foram as mais inteligentes ou as mais fortes, mas as que melhor se adaptaram às mudanças.
Sigo essa máxima, buscando ver o positivo, o encantamento que me provoca essa cidade, afinal São Paulo não pode parar!
Bom dia SAMPA!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alguma coisa acontece no meu coração

Sampa me acolhe,
me renasce,
me recria,

embala meus sonhos
e os realiza,

Coração, Bicicleta, Vida...
Vida que se renova...

Dádiva da Claudia...

... Alguma coisa acontece no meu coração!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vida e bicicleta

Quando estou sobre a minha bicicleta pedalando, a sensação é quase indescritível. É mais ou menos como tentar descrever para quem nunca viu a luz do dia, um pôr de sol.
Gostaria de reencontrar algum dia aquela pessoa que me deu a lição que me fez considerar melhorar a qualidade da minha vida através do exercício físico, logo após ter recebido o diagnóstico.
Lembro-me de tê-lo visto duas vezes depois daquela conversa sob aquele belíssimo Ipê todo florido. Uma vez no supermercado, quando me perguntou como ia a minha vida e a outra vez nos encontramos na rua. Falamos rapidamente. Contei a ele como estava mudando minha vida a partir daquela conversa que tivemos. Ele parecia meio triste. Talvez fosse um prenuncio de que não nos veríamos mais.
Recentemente descobri que cultivar as amizades é como cultivar uma planta. Conhecemos durante a vida milhares de pessoas, bem intencionadas, ou não. Desses milhares de conhecidos, uma mínima quantidade fica na nossa memória e trazemos no coração.
Não tive a capacidade de ao menos perguntar-lhe seu nome, mas sua breve passagem pela minha vida causou uma revolução tão grande e aconteceu em um momento tão crítico, que às vezes sinto como se ele ainda estivesse por perto, observando minha trajetória incógnito.
A sensação do vento entrando pelas aletas do capacete, zumbindo contra os ouvidos, refrescando o corpo num dia quente de verão, ou fazendo com que se pedale mais intensamente no inverno, para não sentir frio, é muito agradável.
Corpo e bicicleta são um só – unidade perfeita! Pedal girando, vida fluindo, estrada passando sob as rodas, rápida... Impossível deter-se no detalhe quando se olha para baixo.
Olhando sobre o guidão de cima para baixo, tudo é difuso. Uma massa que passa rápida. Apenas um borrão da cor da terra, ou cinza escuro do asfalto.
Olhando sobre o guidão para cima, tudo é nítido. Uma perfeita composição da natureza. Centenas de milhares de pequenos presentes do Criador podem saltar ao foco do olhar atento. Tons de verde impossíveis de traduzir em pintura, ou computação gráfica. Sons que nenhum sintetizador de sons jamais poderá produzir com tamanha perfeição. Aromas dos mais diversos. Das flores, da mata, da chuva molhando a terra e lavando a nossa alma.
Quando olho minha vida de cima para baixo, tudo é difuso também, mas se ouso olhar à frente ou mesmo para cima, passo a perceber imensas possibilidades. Luzes, cores, sons, sabores, sensações...
Viver e pedalar. Exercícios para alma e para o corpo. É o olhar que faz mudar o acontecer. É o acontecer que muda a vida.
Pedalar é a minha vida. Passou a ser.
Quando estou sobre a minha bicicleta, somos um...


(parte de um dos capítulos do livro "Acima das nuvens o sol brilha" que estou escrevendo. Meu "mimo" de final de semana, para os que me acompanham)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Boas tardes!

Andei ausente de novo, não porque quisesse, mas uma onda anti-social, que ainda bem acabou, tomou conta do escriba aqui.
De volta ao computador, retomei meu livro que já tem seu título e capa prontos. Estou escrevendo com muita vontade e quero ver se até o meu aniversário em julho tenho ele pronto, para me dar de presente.
As novidades são muitas. Estive no VI Congresso das Associações de Parkinson no Brasil, em Florianópolis, no começo do mes, onde falei sobre minha experiência de convívio com a doença. Bom público, gente de todo Brasil prestigiando o encontro, onde conheci muita gente interessante e pude trocar algumas experiências. Reví bons amigos como os das associações de Florianópolis, Araranguá, Campinas e o pessoal de Piracicaba, onde estive também com minha palestra.
O saldo do congresso, foi muito positivo, principalmente a grande ideia do "Pedala Parkinson", uma atividade que foi incluida como a pré abertura do evento.
Um abraço aos que me receberam com tanto carinho em Floripa e os meus sinceros parabéns ao pessoal que organizou o evento, a professora Angela, o professor Marcílio e o incansável Diogo.


Um abraço e até amanhã

APASC Pedala Parkinson

terça-feira, 19 de abril de 2011

Parte II

Perguntamos na bodega qual seria o caminho mais curto, visto que estávamos em uma bifurcação. O bodegueiro indicou um caminho já conhecido meu e seguimos por ele. Cheio de bifurcações, fui tentando me lembrar da direção certa e em determinado ponto, passamos por um mata-burro que não me lembrava de ter passado antes. Entretanto seguimos adiante por uma longa descida de uns 4 km de chão, ao terminar a descida para nossa decepção, havia a porteira de uma fazenda. Pensamos em toda a subida de volta, empurrando as bikes pesadas com os alforges e o Paulo decidiu entrar na fazenda e se informar.
Voltou em pouco tempo animado mas alertando que a saída era por estrada de  roça, onde só passavam tratores. Encaramos o que parecia melhor do que subir 4 km empurrando as bikes. Finalmente após algumas informações adicionais em outras propriedades, encontramos o caminho. Saimos na estrada grande, como dizem os moradores locais.
Encontramos uma caminhonete da Celesc, cujo motorista fazia manutenção na rede elétrica e me informei a respeito da direção a seguir. O proprietário da casa onde estava sendo feita a manutenção, nos indicou um atalho e me pareceu que ele disse que quando chegássemos ao final do atalho, pegássemos a direita. Seguimos por ai numa descida de uns 2 km, até que quase lá embaixo encontramos a caminhonete voltando. O motorista disse que estávamos na direção errada e tivemos que voltar morro acima novamente.
Depois de algumas boas descidas, chegamos a Bateias de Baixo, onde paramos para lanchar e logo após seguir viagem para Campo Alegre. Começava a anoitecer. Seguimos pelas longas e duras subidas, agora por asfalto. Paulo e eu estávamos exaustos, após cerca de 10 horas pedalando.
Campo Alegre, finalmente! Fomos ao hotel indicado, que para nossa surpresa, fecha nos finais de semana. Procuramos outro e após o banho fomos dormir cedo. Antes ainda de dormir fiz uma bolsa de gelo no joelho, que até então se comportava bem, apesar da pauleira.
Manhã seguinte, café e pé na estrada. Foi ai que comecei a sentir a pele da perna, no joelho esticada, quase não permitindo o movimento de pedalar. Não quis acreditar... Passei a ficar atento para tentar perceber se aumentava o inchasso. Assim passamos por São Bento do Sul e após mais algumas subidas duras estávamos próximos de Rio Negrinho, onde após uma parada para lanche, avaliando a condição do joelho, decidimos procurar uma farmácia.


Continua amanhã...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

150 km pedalados e a viagem acabou para mim!

O joelho me tirou da viagem. Mas foi divertido enquanto durou!
Saimos cedinho conforme o plano, às 5 da madrugada. Com uma breve passagem em casa para pegar 2 pen-drive para armazenar fotos, já que imaginávamos tirar uma grande quantidade de fotos, seguimos pela estrada de chão a partir do bairro Umbará em Curitiba.
Manhã nublada e fresca, ideal para pedalar. Com cerca de 25 km rodados, contrariando a tradição do Paulo furar pneus, eu furo o primeiro pneu da viagem. Uma cabeça de raio, provavelmente fez o serviço, já que o furo na câmara foi na parte debaixo, onde a câmara encosta no aro. Piadinhas à parte, consertamos o pneu e seguimos num sobe e desce interminável e desgastante rumo a Tijucas do Sul.
Em uma das paradas para descanso, novamente o pneu traseiro furado. Gozação ainda maior, pois o pneu esvaziou porque o remendo foi mal colado, na parada anterior.
O sol marca presença em torno das 10 e meia, tornando a viagem mais desgastante devido ao sobe e desce constante. Tijucas do Sul parece um objetivo inatingível.
Após uma sequencia praticamente interminável de subidas e descidas avistamos finalmente nosso primeiro objetivo. Lentamente sob o sol causticante nos aproximamos de Tijucas, onde almoçamos e descansamos um pouco.
Seguimos o trecho e começo a sentir um mal estar no estômago, paramos para descansar. Deito sob a sombra de uma linha de eucaliptos e comento com meu parceiro sobre a preciosidade daquele momento, onde nada é ouvido a não ser o murmurar do vento nas folhas dos eucaliptos. Momento de raro prazer, sem preço... Reforço a minha teoria de que existem lugares que só uma bicicleta pode levar você.
Seguimos pela estrada após o descanso. Passo a reconhecer referências visuais de outras passagens por ali. Paramos para tomar um refrigerante, já que o calor é semelhante a uma sauna. Perguntamos ao bodegueiro, qual o caminho mais curto para Campo Alegre e ele indica uma direção já conhecida minha. Seguimos por ela. A estrada cheia de cruzamentos nos trairia momentos mais tarde...


Continua amanhã...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Falta pouco!

Menos de 10 horas para começar a viagem! Estou na casa do Paulo de onde sairemos às 5 da madrugada.
O joelho não está cem por cento, mas vamos lá, agora, como dizia o amigo Fabrizio, um grande campeão do ciclismo catarinense,  "se não der, vai ter que dar".
Ansiedade, expectativa e outros sentimentos afins, giram dentro da minha cabeça num turbilhão imenso. O que nos aguarda a partir de amanhã? Como será esse novo desafio? Quantas coisas vamos sentir, ver e viver nesses próximos dias?
Disse o Paulo que o principal, não é chegar a um ponto qualquer, mas sim a viagem. Pura verdade!
Existe um fascínio, uma alquimia quando se põe os pés nos pedais. Algo assim como vestir uma segunda pele, ou vestir a bicicleta. Que mágica fusão é essa que une pé com pedal, mãos com guidão e bunda com selim?
Homem e bicicleta, esforço e destino, fé e recompensa...
Nasci para ser desafiado... Nasci para desafiar... Meu ofício é pedalar...
Indo e voltando, vend e vivendo, até um dia...

Boa viagem Paulo, boa viagem Roberto!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tudo conspira a favor

O joelho esquerdo está melhorando! Bom sinal! 
Há alguns meses atrás fiz uma lesão no joelho, devido às constantes quedas sobre o joelho esquerdo. 
Mr. Parkinson me "presenteou" com um novo sintoma da sua presença na minha vida, causando "congelamentos", ou seja, quando acontece alguma situação inesperada, meus pés literalmente grudam no chão. O pior é que só percebo o congelamento quando vou dar um passo à frente, então o que acontece? Perco o equilíbrio e caio.
Como desde muito novo sempre tive tendências esquerdistas, por não aceitar as coisas erradas pacíficamente, provavelmente por isso caio sobre o joelho esquerdo (rsrs). De tanto cair sobre ele, formou-se essa lesão.
Agora estou fazendo um tratamento mega-intensivo, com compressas de gelo, e tomando anti-inflamatórios.
O prognóstico do Paulo Pegorini, meu grande parceiro na empreitada que começaremos sábado, é que que eu chegar a Sâo Bento do Sul, a primeira etapa da viagem, o resto vai ser tranquilo.
Espero que sim, pois a experiência de outras viagens realizadas, aponta que do segundo ou terceiro dia, tudo se acomoda melhor. A bunda se amolda ao selim mais confortavelmente e as pernas já aceitam que por alguns dias vai ser isso mesmo. Girar e girar para mover a bicicleta.

Decidí que irei contar essa aventura de auto-superação no VI Congresso das Associações de Parkinson em Floripa, no mês de maio. Não tenho nenhum plano B, ou seja, se não concluir, na hora da minha conferência não terei o que falar, portanto é melhor concluir!
Uma motivação a mais para chegar. Vamos ver o que vai dar...
Por hoje deixo aos meus leitores, um abraço de bom dia!

sábado, 9 de abril de 2011

Mais importante que o destino é a viagem!

Como todos sabem sou movido a desafios. Quando não tenho nada para me desafiar, fico bem lesado. rsrs...
As 5 da madruga de sábado da semana que vem, estaremos partindo para o maior desafio ciclístico da minha vida. Quase completando meus 31 anos de diagnóstico, com as dificuldades que tenho enfrentado nos últimos meses, eu o parceirão Paulo Pegorini, vamos concluir o desafio de pedalar praticamente por estradas de chão, a distância de 730 km aproximadamente, entre Curitiba e Xangrilá, no litoral do Rio Grande do Sul. 
Subindo cumulativamente quase a altura do Aconcágua, cerca de 6.000 metros, estaremos passando por 18 cidades dos interiores de 3 estados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O roteiro será o seguinte:
Primeiro dia:
Curitiba - São Bento do Sul (Via Campo Alegre) 126 km
Segundo dia:
São Bento do Sul - Doutor Pedrinho - 85 km
Terceiro dia:
Doutor Pedrinho - Rio do Sul - 90 km (aclive acumulado de 1.193m, com inclinações de até 16%)
Quarto dia:
Rio do Sul - Urubici - 127 km (aclive acumulado de 1.203m)
Quinto dia:
Urubici - São Joaquim - 62 km (aclive acumulado de 1.540m)
Sexto dia:
São Joaquim - Cambará do Sul - 124 km (aclive acumulado de 1.144m)
Sétimo dia:
Cambará do Sul - Xangrilá - 122 km
Estarei, dentro do possível, alimentado o blog sempre no final de cada jornada.
Bom fim de semana!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A viagem vai sair!

A viagem de 800 km, em sua maioria por estradas de chão até Xangrilá no litoral do Rio Grande do Sul, vai contar com a minha presença.
Eu tinha desistido do desafio, por estar participando de um curso que acabou perdendo a finalidade para mim. Com isso vou encarar o desafio com o Paulo.
Não se trata de um desafio, mas de "UM DESAFIO". Se conseguir vencê-lo, será o maior desafio vencido na minha vida sobre uma bicicleta!
Além da distância que é respeitável para quem tem a Doença de Parkinson, a dificuldade natural de pedalar por estradas de chão, de mountain bike e ainda levando alforges, trarão com certeza uma grande vitória para mim ao finalizar o desafio.
Conto com a torcida de todos!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Do outro lado do ciclista!

Na segunda feira começo a participar do Curso de Formação para Motoristas de Táxi, promovido pelo SENAC. Tenho que arranjar um jeito de complementar minha renda, para poder viver em um canto meu. Nesse momento bicudo da minha vida, dirigir táxi me pareceu o mais viável por hora. O curso é uma nova exigência da URBS.
Após a conclusão do curso, quando estiver dirigindo um táxi pela cidade, vou viver o inverso, ou seja, o outro lado do ciclista.
Dirigir táxi não é nenhuma novidade para mim. Quando morei em Nova Iorque, fazem alguns anos, o meu primeiro trabalho foi justamente esse, motorista de táxi.
Me recordo da primeira noite de trabalho, quando lá pelas 3 horas da manhã, o sono começou a bater e como o movimento estava fraco, decidi ir para casa. Eu morava em Flushing Meadows, próximo ao Aeroporto La Guardia e ao local onde era disputado o US Open de tenis.
Peguei a Brooklyn-Queens Expressway, a BQE, uma espécie de mega-via-rápida de lá e segui prestando a atenção para a saída da Jamaica Avenue, que me daria acesso a Flushing Meadows. Comecei a me preocupar lá pelas 4 da madruga, pois a maldita entrada da Jamaica, não aparecia. Às 5 da manhã decididamente percebi que tinha perdido a entrada, quando à minha frente vejo uma placa onde estava escrito "Welcome to Long IsLand"! Eu estava no sul da cidade, no extremo sul. Uma região feia e perigosa! O rádio do carro não tinha potência mais para alcançar a central. Foi um sufoco achar o caminho de volta, mas às 8 da manhã eu estava estacionando o carro em frente a minha casa.
Outro sufoco foram as 2 horas gastas rodando com o táxi em outra ocasião, tentando sair do aeroporto John Fitgerald Kennedy, o famoso JFK.
Fiz na minha vida questão de viver uma porção de coisas, que achava que devia viver. Todas as experiências são válidas e sempre acrescentam algo de bom, mesmo que em um primeiro momento não pareçam.


Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vaidade!

Não sou de repetir posts, mas esse de hoje no blog do Original Bike Night (http://originalbikenight.blogspot.com), vale a pena. Confiram:

Há alguns anos atrás assisti um filme muito bom, que fez um grande sucesso na época, "O advogado do diabo". O filme, muito bem dirigido e com grande elenco, provocou em mim algumas reflexões, a partir de uma das cenas finais, em que o diabo se confronta com o advogado.
Na cena mencionada o diabo pergunta ao advogado, se este sabia qual era o seu pecado preferido. O advogado diz não saber e o diabo arremata - "a vaidade".
Fazendo uma breve reflexão sobre o assunto, não é difícil reconhecer a potencial destrutivo da vaidade. É através da vaidade, que políticos se corrompem, é através da vaidade que muitas pessoas sofrem injustiças e é através da vaidade que temos essa vontade de "ter" ao invés de "ser".
O  que isso tem a ver com esse blog? Simples! Cabem aqui algumas perguntas: Porque precisamos ter 2 ou mais carros na garagem?
Porque não usamos a bicicleta para ir trabalhar, ou passear?
Porque temos sempre que criticar a inoperância da humanidade, com relação à nítida degradação da natureza, se não fazemos a nossa humilde parte?
O fato é que não existe até o momento em que escrevo este post, uma alternativa viável de transporte auto-sustentado, como a bicicleta. Só mesmo caminhar.
O trânsito de Curitiba e tantas outras cidades, é no mínimo caótico e as soluções encontradas, muito mais ainda. Para poder dar vazão aos milhares de carros que circulam por dia nas ruas, muitas vezes com um único passageiro, as alternativas são estreitar calçadas, alargar avenidas e cortar praças ao meio, a exemplo do que fizeram na pracinha do Batel, fazem alguns anos. Essas são soluções absolutamente analgésicas, pois não resolvem o problema, apenas aumentam ainda mais.
Sou a favor do alargamento das calçadas, sou a favor da extinção do trânsito no anel central. Acabem já com as ruas! Transformem já em calçadões!
Afinal a cidade é do cidadão, ou do carro do cidadão?
Quantos Tsunamis ainda veremos, quantos terremotos e "El Niños e La Niñas" teremos que presenciar?
Até quando poderemos tirar o espaço das pessoas para caminhar, em detrimento dos carros, que além de consumirem o petróleo, que é um recurso natural não renovável, poluem e causam os engarrafamentos nas grandes cidades?
Quando é que, finalmente vamos parar de reclamar contra a poluição e o caos no transito e fazer pelo menos a nossa parte?
Quando é que vamos entender que a vaidade, é uma coisa vazia, que não serve para nada, além de ser um pecado preferido?

Bom dia!

terça-feira, 29 de março de 2011

Curitiba - Orgulho

Parabéns Curitiba!

Nasci aqui e passei boa parte da minha vida aqui. Vi, nesses quase 56 anos de vida, muitas mudanças acontecendo na cidade, que não sei bem ao certo porque, era conhecida como "cidade sorriso".
Certamente não pela simpatia das pessoas que moram aqui. Aliás, na minha opinião, esse é o único reparo que eu faria a essa cidade tão agradável de viver.
Temos a fama de nos considerarmos acima da média brasileira em tudo, mas é só fama...
Curitiba tem sua personalidade própria inclusive no sotaque arrastado. A velha frase vale como exemplo: Lêitê quêntê, dói o dêntê. Temos também um vocabulário diferenciado em algumas palavras incomuns, por exemplo, piá, vina, raia e outras.
Uma cidade humana e humanizada, gentil e por incrível que pareça, acolhedora. Assim é a minha Curitiba, terra de muitas gentes.
Terra do Leminski, do Lápis, do Jaime Lerner, do Oil Man, da falecida Gilda, do Museu Itinerante dos Botões e do Bike Night... Terra do Largo da Ordem e seus bares, de Santa Felicidade e sua gastronomia italiana... Terra dos parques maravilhosos, como o Barigui, Tingui, Tanguá e tantos outros.
São tantas lembranças e tão ricas, que eu poderia passar o dia aqui escrevendo.
Entretanto a minha maior prova de amor a essa cidade, foi quando estava morando em Alberic, na Espanha. Eu sentia falta do cheiro da cidade!
Ainda gosto de caminhar no inverno, sentindo o ar frio entrando pelas narinas, à noite e pela manhã pisar a geada na grama e ouvir o gelo quebrando.
Lembro de uma frase deixada por alguém em um muro da cidade que exprime com precisão esse sentimento pela cidade e seu característico frio no inverno.
"Curitiba, nas tuas manhãs respiro a bruma das nuvens que dormiram com você!"
Parabéns minha querida!

segunda-feira, 28 de março de 2011

VI Congresso das Associações de Parkinson

Acabo de receber a confirmação do convite feito pela APASC - Associação de Parkinson de Santa Catarina, para participar do VI Congresso das Associações de Parkinson, nos dias 4, 5 e 6 de maio próximo.
Será uma grande oportunidade de passar a minha experiência de convivência com a doença, tendo como ponto de apoio a bicicleta.
A atividade física para o parkinsoniano, é fundamental para manter a musculatura flexível. O resultado do exercício fisico, além da flexibilidade muscular é a liberação de várias substâncias a nível cerebral, inclusive da dopamina.
A dopamina é um neurotransmissor, que passa a ser liberado em quantidades cada vez menores no parkinsoniano, causando a rigidez muscular, os tremores e o estado depressivo. A complementação da quantidade necessária de dopamina no parkinsoniano é feita por medicamentos de uso contínuo.
Na minha opinião, quanto menor a quantidade de remédios que temos que tomar, tanto melhor para nós mesmos, portanto se meu organismo ainda pode produzir dopamina naturalmente, por que não aproveitar?
Minha receita para estar de bem com a vida e com a doença é sem dúvida, atividade física! 
Faça o que consegue, sem colocar desafios ou objetivos maiores do que pode atingir. Vá conquistando e saboreando suas pequenas vitórias diárias.
Com o tempo e a sua persistência, você verá os resultados!


Boa semana!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Bike NIght voltou!

Após um luto de 3 anos e pouco, pela suposta perda de um filho que sempre foi o Bike Night para mim, na próxima semana reassumo o passeio noturno das quintas feiras em Curitiba. É um capítulo à parte na minha vida, como não chorar a perda?
O Bike Night tornou-se um marco na história do ciclismo paranaense! Nunca houve um evento ciclístico que permanecesse por tanto tempo ativo. Já são 11 anos, com recordes de frequência sucessivos.
Não posso dizer que é um segredo, pois é muito evidente! A chave do Bike Night, o porque do sucesso, é apenas amor, é curtição, é a alegria que dá no coração ver aquele pelotão de amigos e colegas, confraternizando em torno da paixão comum a todos - a bicicleta.
Infelizmente não poderei mais contar com a Celsis, que foi uma grande companheira, e com certeza faz parte dessa história maravilhosa. Celsis a você o meu grande respeito e gratidão por tudo que fez pelo Bike Night!
Foram tantas histórias maravilhosas... Houve um Bike Night de carnaval, fomos todos fantasiados, foi muito bom.
Como não chorar a perda de algo tão divertido, tão simples como pedalar...
Diziam os antigos, "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". 
O filho voltou e está de braços abertos me esperando, vou ao seu encontro com muita saudade, de um tempo bom que já está voltando...


Bom final de semana!

terça-feira, 22 de março de 2011

Teimosia!

Com sangue espanhol correndo nas veias e do signo de Leão? Como posso dizer que não sou persistente, para não dizer teimoso...
Continuo aqui do meu cantinho sempre rosnando e defendendo o que tenho por princípios e o que considero correto. Não sou de sair fazendo estardalhaço e nem de gritar pela consciência global. Tenho meu estilo próprio.
Uma das coisas que acredito com convicção é o uso da bicicleta como forma de ganhar saúde e economizar a natureza. E vocês sabem que eu sou a prova cabal de que bicicleta é saúde.
Li há pouco um belíssimo post no blog "voudepeta.blogspot.com", escrito pelo amigo Paulo Pegorini, sobre a estigmatização da figura do ciclista. Paulo observa com precisão essa questão de "rotulagem" na sociedade. Por exemplo, o cara anda de bike porque é pobre e não consegue, nem ao menos comprar uma moto.
Isso segue muito além do rótulo...
Para os motoristas, de um modo geral, o ciclista é aquele cara que devia andar de bicicleta em outro lugar, não na rua. Na rua ele atrapalha o trânsito!
Acontece que ciclistas como eu, que usam a bicicleta como meio de transporte, precisam usar as ruas também. Vou além... De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, as prioridades de preferência no trânsito, são pela ordem, os pedestres, os ciclistas, os motociclistas, automóveis e finalmente caminhões e ônibus. Portanto, temos que fazer valer nosso direito de não levar "fininhas" dos motoristas. Raramente perco a razão, sou daqueles que gostam de resolver suas pendengas pacificamente, tanto quanto possível.
Tenho para mim, que uma boa chamada à consciência funciona melhor que uns bofetões e até mesmo tiros.
Quando levo um fechada mais séria, procuro manter a calma e se puder alcançar o infrator, alcanço e lhe pergunto se ele(a) faria o mesmo se fosse seu filho que estivesse sobre a bicicleta. Costuma funcionar comigo!
Outro problema quanto ao uso da bicicleta, é que o governo não incentiva o uso. Sabe porque? Porque bicicleta só gera imposto no ato da aquisição, ou seja míseros IPI e ICMS. Não tem seguro obrigatório, não tem IPVA, nadica de nada!
Isso talvez seja a pior condição para que a bicicleta ganhe seu espaço merecido de meio de transporte auto-sustentado.
Enquanto o sonho de ver as pessoas ganhando mais saúde e socializando-se melhor, não acontece, continuo aqui no meu cantinho rosnando...


Boa tarde!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ausência

Uma vez mais estive ausente por alguns dias. Os motivos poderiam ser vários, sou criativo e poderia alegar uma série de razões, mas quando resolvi escrever esse blog, a proposta foi de ser transparente ao máximo. Parafraseando o ex-presidente Collor "doela a quien doela".
A razão do meu afastamento, foi uma duríssima crise de depressão. Estive por esse período, bastante deprimido. Entretanto, parece que quando estamos assim meio sem perspectivas, sempre surge um anjo da guarda para nos orientar. Quem assistiu a alguma das minhas conferências, sabe do que estou falando.
Na sexta feira da semana passada, recebi um telefonema do amigo Sérgio Riekes, me convidando para junto com ele, reassumir o Bike Night, passeio ciclistico, criado por mim há 11 anos atrás e que por causa da minha viagem para a Espanha, tive que deixar sob os cuidados da Prefeitura de Curitiba. Acontece que quando retornei e tentei reassumir o passeio que criei, não quiseram mais me devolver, obviamente.
O Bike Night, que teve seu nome mudado para Pedala Curitiba por questões de utilização do nome, vai mudar da quinta para a terça feira. Assim a quinta feira, que sempre foi o dia de sair o passeio, fica livre para recomeçarmos a atividade que nos deu muita satisfação de coordenar por 317 edições, cerca de 7 anos ininterruptos.
Para mim é algo assim como "a volta do filho pródigo"!

Vamos refazer o sucesso que sempre foi o Bike Night, sem a burocracia criada pelo Pedala Curitiba.
Nos próximos dias estaremos tentando conseguir um carro, para levar equipamento de som e servir de apoio durante a atividade.
Dia 31 de março recomeçamos firmes com o Original Bike Night, encontro às 20 horas e saída às 20h30.
Bom pedal!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Parabéns ao 12° Tabelionato de Notas!

Quem se serve da bicicleta como meio de transporte sabe a tralha que tem que levar junto.
Canivete alley, espatulas, câmara reserva, sacador de pino de corrente (nunca se sabe), bomba e para garantir mesmo, remendo e cola. Aí sim! Fechou! Fechou uma pinóia! Como diria minha mãe. Fechou uma pinóia! Não há pochete que feche com essa tralha dentro! E se fechou mesmo assim, não dou 2 dias para o ziper estourar. Sei do que estou falando!
Um pequeno, mas pesado ítem deixou de ser mencionado, a corrente e o cadeado.
Bom taí a tralha! Na rua você não fica! Mas e os carros... De cima pra baixo, de baixo pra cima, olha o pedestre! Uiii! Passou perto! Olha o ligeirinho!!!! (Ai já bate o desespero) Ficar na frente do onibus da  Linha Ligeirinho em Curitiba é insano, írracional, estúpido é suicídio!
Digamos que você sobreviveu a essa catarse e tem por missão levar um documento para reconhecer firma, ou qualquer outro serviço que o cartório presta.
Achou o cartório, procurou um poste livre e começou a tirar a corrente da pochete, e você já percebe o ziper da pochete começando a emperrar, começa a soltar a blocagem da roda dianteira.
Esse tópico merece um certo aprofundamento.
Porque tirar a roda da frente? Por que nunca vi ladrão de bicicleta andando por ai com meia bicicleta. Comigo não, que não dou mole pra bandido. Tiro sim! A roda da frente, o ciclocomputador e o selim.
Eu sou o homem tralha! Se você não está enxergando bem e pensou ter me visto no centro de Curitiba, a pé, tente se lembrar o que eu tinha na mão. Era uma roda de bicicleta? Se era, era eu mesmo!

Quando você chegou e começou a prender a bike no poste, você olha para dentro do cartório, e a visão celestial se descortina, ali diante dos seus olhos. Um para-ciclo (estacionamento de bicicletas) dentro do cartório.
Isso tudo se passou comigo hoje, e o cartório é o 12° Tabelionato de Notas, alí Rua XV, adiante um pouco do Guairinha. Em nome de todos os ciclistas que como eu, usamos a bicicleta como meio de transporte, agradeço pela comodidade oferecida aos ciclistas. É absolutamente louvável essa atitude, que deveria ser seguida por outros estabelecimentos. Precisamos acabar com essa pecha de que bicicleta é condução de pobre, e colocar na cabeça das pessoas, que é o mais efetivo meio de transporte auto-sustentado.
Parabéns ao 12° Tabelionato de Notas!

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval acabou (para mim nem começou)

Ziriguidum, balacobaco e sambinnha no pé, eu peço licença e passo batido. Mas a histeria coletiva momesca, já estava ativada, há muito tempo. 
Pelo menos 3 meses antes do reinado de Momo, começa a busca por casa na praia... mais caro... mais barato... Tem de tudo! Mas nada garantido. Para garantir, só mesmo deixando um sinal de negócio, o que significa, contatar os interessados e ir providenciando a vaquinha para o sinal.
Isso implica em ligar para o cunhado, aquele boa vida, desempregado já fazem alguns anos. Implica também em um desgaste, que está apenas começando, pois a seguir tem que pôr o carro na revisão.
Certamente mais desgaste ainda, pois no carnaval passado o carro "ferveu" na serra e esqueceram de mandar arrumar. Muito bem, a conta da oficina sempre dá pra jogar no cartão. Então, manda lá e faz o que tem que fazer, depois se vê o que se faz. 
Chegou o grande dia! 
Com o carro já empacotado de quitutes diversos, cerveja, bóia de cavalinho, roupas de cama e o rancho feito graças ao vale-alimentação no supermercado, a estratégia seria infalível, sair de madrugadinha, lá pelas 6 da manhã. Certeza de estrada vazia, que é pra não se aborrecer!
Cinco e meia da manhã o representante absoluto da família, entra no carro, dá a partida no motor e começa uma torturante (ao menos para a rainha do lar) saraivada de aceleradas no motor. Essa frenética seqüencia de acelerações que é assim semelhante ao que os felinos fazem quando estão em busca de uma fêmea no cio, mijando por toda parte, para marcar seu território. E serve também para mostrar quem é que manda.
Saida conforme programado, até que próximo da marginal, a quantidade de luzes de freio acendendo adiante, é duas vezes maior do que o número de pessoas que tiveram a mesma idéia do "cabeça do casal". Ai, mo fio, é só rezar ppppra praga do carro não ferver de novo.
Duas horas depois, já estão a poucos metros do pedágio. Numa tentativa desesperada de tentar contrapor a sua realidade,que é o engarrafamento de cinco horas, o "patrão" pergunta à atendente - Quantas horas de engarrafamento? E a resposta ferina da moça, soando quase como um escárnio:
- Minimo de cinco horas...
Enquanto isso passa por ali um alegre grupo de ciclistas, a caminho da serra, para acampar. Não é uma alternativa?
Bem, resta ainda a alternativa de infartar na fila interminável do pedágio.

sábado, 5 de março de 2011

O mundo em que vivemos!

Essa semana eu o Jops e o Leandro participamos da manifestação pacífica de protesto contra os atropelamentos de ciclistas em Porto Alegre.
A saída do protesto organizado pela Massa Crítica - Bicicletada de Curitiba, foi organizada e bastante ordeira, pelos padrões da bicicletada.
Acabo de assistir no Youtube a revoltante cena de terror, que estou postando junto com este texto no blog. Algumas questões me vêm à cabeça após passado o choque das cenas fortíssimas, piores do que um filme de terror qualquer.
A primeira pergunta é bastante óbvia - O que leva um ser humano a agir dessa maneira estúpida? Os animais ditos irracionais, jamais agem com uma fúria como a demonstrada por esse sub-humano assassino. Os animais ditos irracionais, matam sim, mas para saciar sua fome, um fato bastante corriqueiro e que faz parte de um equilíbrio natural das espécies.
Tenho uma estratégia que uso toda vez que sou ameaçado por um motorista maluco tentando me fechar no trânsito, quando estou pedalando. Sempre que é possível pergunto a ele (a), se faria o mesmo se quem estivesse na bicicleta, fosse seu filho, filha ou irmão. Geralmente isso funciona muito bem, porque remete o motorista a uma reflexão, tirando-o (a) do embotamento causado pelo trânsito cada vez mais congestionado das cidades grandes.
Outro dia ouvi alguém dizendo, que a unica maneira eficaz de salvar o planeta da destruição, é extinguir a raça humana de uma vez só. Como foram extintos os dinossauros. Parece maluquice, mas é real. Quer salvar o planeta? Acabe como que o está destruindo - o homem.
Por que razão falamos tanto e fazemos tão pouco? Estamos pensando que enganamos a nós mesmos? Porque razão? O fim do mundo realmente deve estar muito próximo... Perdemos a noção da verdade e vivemos num mundo onde prevalece a ilusão criada por nós mesmos. E o pior é que acreditamos na ilusão criada, que para nós, a estúpida raça humana, é a mais pura expressão da verdade.
Quando vejo cenas como essa do atropelamento, sinto pena, sinto asco, e me envergonho de pertencer à raça criada com tanto desvelo pelo universo, a criatura mais perfeita de todas da face da terra, o homem.
Provavelmente esse assassino serial irá se beneficiar de algum dispositivo legal astutamente descoberto pelo não menos assassino, o seu advogado de defesa, e ficará impune, como tantos outros ja ficaram e ficarão.
Esse é o mundo em que vivemos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Retorno às postagens

Retorno ao blog com meus pedidos de desculpas pela ausência compulsória, causada pela absoluta perda de tesão pela vida. Algo pegou valendo e não consegui mais escrever..
Quando pensei em escrever esse blog, a idéia foi de comentar aspectos interessantes da viagem para Porto Alegre e pouco a pouco, o blog foi se tornando uma espécie de diário pessoal meu, coisa de adolescente que eu nunca tinha feito antes, na época certa.
Quando percebi que o blog estava se transformando em diário, me propus a escrevê-lo da maneira mais transparente possível, relatando minhas idéias e meus pensamentos de forma clara, sem medo de expor minhas vísceras.
Quem sabe o que é isso poderá compreender melhor o que escrevo.
Não quero ser o exemplo do parkinsoniano que nunca se abate. Não quero ser o herói nem o anti-herói. Sou o que sou... Aprendiz da vida... Que aliás tem sido meio madrasta comigo. Mas isso é outro assunto...
O que desejo dizer na verdade, é que mesmo quem se supera vivendo intensamente e pedalando as distâncias que pedalo, apesar da doença, tem seus momentos de baixa, quando a depressão bate forte, como bateu nos últimos dias.
Tenho dado alguns testemunhos sobre a minha vida para muitas pessoas e, algumas me consideram uma espécie de herói da resistência ao parkinson. Pois vocês podem ver que sou igual a qualquer outro parkinsoniano, que se deprime e sofre com os efeitos da doença. O que me faz um pouquinho diferente é essa vontade inabalável de me pôr de pé, de continuar lutando e, dentro do possível, não me entregar nunca, experimentando viver o que meu corpo me permite, dentro dos seus limites.
Buscar meios de sair da depressão, que na minha opinião é o nosso maior inimigo, é muito importante, eu diria até, uma questão de sobrevivência...


Bom dia!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sexta feliz!

A Sexta feliz do Base1 Brasil invade o Parkinsonlimonada trazendo alegria para os leitores. Inspirado também no Blog do Portuga, fizemos na lista com um rol de sugestões do que comprar para aquela tia chata que está de aniversário e aparentemente já tem de tudo. Essa lista vai mostrar que era só aparentemente. Bom fimdi!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gente alegre e participativa!

Música, uma das grandes paixões da minha vida, esteve presente todo o final de semana, fosse em Campinas ou Piracicaba. 
Onde quer que fôssemos, antes das palestras, depois e em visitas a amigos, como na casa do simpático casal Roberto e Íris, ou na casa da Silvia Simões em Piracicaba, sempre tinha o som de um violão ou de um acordeon, para adoçar ainda mais o sabor das visitas.
Me dei conta do quanto nós curitibanos somos sérios demais e o quanto perdemos com isso...
Gente alegre e participativa! Uma verdadeira família de parkinsonianos e cuidadores foi o que vi e vivenciei nesse último final de semana.
Voltei para Curitiba com a sensação do coração cheio do carinho recebido de gente que recentemente ouviu falar a meu respeito e me acolheu com tanto carinho.
Conheci muita gente interessante, gente interessada, que não mede esforços para bem receber.
Entre essas preciosidades estava o Dr Alexandre, um parkinsoniano muito alegre e divertido, que se supera fazendo caminhadas. Já percorreu o Caminho da Fé, uma jornada durissima, mesmo para quem não porta a Doença de Parkinson. Seus planos para esse ano ainda, incluem os 800 km do Caminho de Santiago de Compostela, partindo da França e cruzando parte da Espanha.
Fui para ensinar e como sempre acabei aprendendo algo mais para minha vida...
Espero algum dia poder retribuir a todos o carinho recebido.


Bom dia!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Campinas, Piracicaba e sua hospitalidade

Posso definir com uma só palavra a minha impressão sobre os últimos dias, em que estive contando como consegui conviver esses quase 31 anos com Mr. Parkinson, para os parkinsonianos das associações de Campinas e Piracicaba – CARINHO!
Todos os novos amigos, e sei que posso chamá-los assim, porque todos sem exceções, foram muito hospitaleiros e interessados em conhecer um pouco da minha historia, me trataram com respeito. O mesmo respeito que tenho por cada um dos que conheci durante esses breves dias.
Eu teria que escrever não um post, mas toda uma historia, uma belíssima historia de gente que, como eu, luta para conviver pacificamente com Mr. Parkinson.
Gente corajosa, batalhadora e alegre, que apesar das dificuldades impostas pela doença, se emocionou e viveu intensamente os momentos em que estive com eles, passando a minha experiência de vida.
Difícil ir embora e deixar tanto carinho, tanto interesse para trás!
Nos próximos dias estarei relatando em posts diários os detalhes de toda a viagem, mas por hora quero deixar meus mais sinceros agradecimentos a todos, sem a menor exceção, que me receberam tão carinhosamente.
Aos presidentes e vices das associações envolvidas, o meu grande abraço de gratidão.
Dalva Molnar, presidente da Associação de Campinas e seu vice-presidente Omar Rodrigues, Maria Lúcia presidente da Associação de Piracicaba e Silvia Simões sua vice-presidente, os meus parabéns pelo brilhante trabalho desenvolvido com garra e principalmente amor e abnegação.
Sinto orgulho por tê-los conhecido e partilhado minha história, que como mencionei nas palestras, é uma historia que poderia ser a de qualquer um deles.
Graças à coragem de desprendimento de vocês o meu projeto “A vida lhe dá limões? Faça uma limonada!” teve sua seqüência assegurada.
Resta agora continuar levando a outras associações que tiverem interesse, através do meu testemunho de vida, em melhorar a qualidade de vida de seus associados.

Bom dia!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sorrateiramente

Muitos de nós parkinsonianos, já tivemos contato com ela, no entanto muitos ainda não se deram conta da sua existência. Estou falando da depressão, uma espécie de tabú que ainda persiste mistificando as cabeças de muita gente.
A depressão, uma velha conhecida minha, vai corroendo seu ânimo e você não se dá conta. Vai minando sua existência sem você perceber, até que um dia você se dá conta de que está deprimido, pois só tem vontade de dormir e estar só.
Esse é um dos piores aspectos da depressão - querer estar só! É por esse caminho que nos isolamos dos amigos, que absolutamente não entendem o rigor do nosso momento, e na verdade não têm obrigação de entender.
É preciso estar atento a esse aspecto da depressão e fazer o possível para não acabar só, porque aí sim as coisas ficam ainda mais difíceis.
Além desses aspectos, existe um outro - a tendência a enxergar tudo o que acontece à sua volta com olhar de crítica, ou mesmo com negativismo. O doente de depressão se torna por essa razão um chato, porque em tudo o que percebe existe uma grande parcela de dificuldade em aceitar, tudo se torna nebuloso e só conseguimos ver o que não queremos ver, porque somos levados a ver assim.
Consulte seu médico, caso você esteja apresentando algum ou alguns desses sintomas, ele poderá orientá-lo melhor.
Depressão é um problema químico, e é tratável. Pode-se conseguir bons resultados com o medicamento correto, na dosagem correta. Basta falar com seu neurologista a respeito.
Fique atento e não deixe que esse mal que vem de "brinde" com a Doença de Parkinson, complicar a sua vida!
Amanhã viajo para Campinas e estarei falando da minha experiência com Mr. Parkinson, que afinal é o meu casamento mais durável. Já fizemos bodas de prata!


Boa tarde!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A serpentivia da linha verde em Curitiba

Serpentivia é um nome mais do que adequado à ciclovia da Linha Verde em Curitiba.
A Linha Verde é uma espécie de via rápida que liga o norte da cidade de Curitiba ao sul da cidade. Por ela circulam os ônibus bi-articulados, o metro de superfície criado pelo urbanista, ex-prefeito e ex-governador do estado, o competente Jaime Lerner.
Grande urbanista, Lerner fez escola em Curitiba. Revolucionou a cidade implementando suas idéias criativas. O sistema integrado de transporte coletivo que é até hoje copiado por outras cidades, é uma delas. Este sistema permite que o usuário percorra a cidade inteira, pagando apenas uma passagem, fazendo transbordos e conexões nos diversos terminais, criados exclusivamente para esta finalidade.
Entre as revoluções implantadas por Lerner, existe um órgão chamado URBS, que cuida da urbanização de Curitiba.
Na URBS, algum urbanista absolutamente sem noção do que é uma ciclovia, criou na Linha Verde, uma serpentina, a que chamam de ciclovia.
Uma ciclovia, do ponto de vista da praticidade, deve ser de fácil acesso, ligar dois ou mais pontos da cidade com rapidez, ser segura e bem iluminada, para os que a utilizam à noite.
O urbanista que planejou a ciclovia da Linha Verde, deve ter faltado à aula em que máxima da geometria - "a linha reta é a menor distância para a ligação entre dois pontos", foi explicada.
Passei por lá hoje e afirmo que a ciclovia é absolutamente ridícula, fora de propósito e irritante para andar de bicicleta. Tirei algumas fotos que mostram o tamanho da besteira feita.
Além de não resolver o problema do trabalhador que se desloca de bicicleta, a ciclovia, não serve nem para se caminhar por ela, andar de skate ou roller.
Uma vergonha...
Deviam no mínimo consultar os ciclistas que utilizam o trecho, para fazer algo mais prático e funcional. Mas como sempre acontece, o senso comum é que "bicicleta é meio de transporte de pobre, que não tem poder aquisitivo, nem para comprar um carro".
Eita brazirzinho!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

De volta ao ninho!

Sexta feliz aqui em Curitiba de volta!


Para a tristeza,
sorriso;


Para o desprezo,
amor;


Para a dor,
bons amigos;


Para a incerteza,
esperança;


Para a dúvida,
fé;


Para angústia,
respirar;


Para o corpo cansado,
cama;


Para as lágrimas nos olhos,
afago;


Para a insegurança,
ousadia;


Para o medo,
coragem;


Para os pés cansados,
massagem;


Para a dor de existir,
vontade de viver.


Belissimo fim de semana a todos!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A mega sena está mega acumulada

Grande alvoroço nas lotéricas! A possibilidade de ficar rico, não, ficar rico é pouco. Ficar mega rico acho que cai melhor. Continuando, a possibilidade de ficar mega rico, mexe com a cabeça dos mega apostadores.
Pensando bem, a mega sena é um jogo de azar, tanto quanto o jogo do bicho, a diferença é que o azar da mega sena, é de quem come um pouquinho menos de arroz, ou que suprime o ôvo da marmita por 2 dias, para jogar. Afinal o sacrifício vale a pena. Ôvo tem todo dia mesmo, enjoa. Ficar rico, jamais...
Ao menos nunca ouvi falar de alguém que detonou a sua fortuna pessoal, por estar cansado de ser rico.
Aqui  em Jaguariaiva, o carro de som passa insistentemente na avenida principal, com uma voz imitando o saudoso Lombardi do Silvio Santos e anunciando:
- 46 ééééé´... 46 milhõõõõões de reais... A Mega Sena Acumuloooooou de novo...
Conclama assim, os que por atraso de alguma prestação, ou sonhando em se livrar da sogra em sua casa, vão aos lotes apostar seus sonhos.
Sonhos de mandar o chefe catar coquinhos, de construir um puxadinho para a sogra morar na casa que vai dar para o cunhado, lá longe, além do limite da cidade. Sonhos de comprar um carro... hum... Um não, vários carros importados. Sonhos de comprar, comprar, comprar... E assim, ostentando o patrimônio, ser melhor aceito pelos outros.
Mega sonhos da mega sena...
Bem amigos do parkinsonlimonada, vou ficando por aqui...


Vou correr na lotérica, fazer minha fézinha!


Bom dia!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em fevereiro tem carnaval (tem mesmo?)

Jorge Benjor fez um sucessão com uma música chamada País Tropical, fazem muitos anos. Gravada por ele originalmente, foi regravada, rearranjada, virou inclusive tema da entrada no espaço aéreo brasileiro dos vôos internacionais da saudosa Varig, derrubada pela artilharia anti-aérea do governo deste país.
Pois esse ano, a exemplo de vários últimos anos, se repetirão as imagens da sacanagem generalizada nos clubes do Rio. A Globo, vale aqui uma observação que não assisto tv há mais de dez anos, fará a indefectível transmissão do carnaval carioca, que renderá a matéria do Fantástico, com as evoluções em câmera lenta do casal Mestre-Sala e Porta Bandeira, exibindo sua plasticidade corporal avenida afora, para o deleite anual da família brasileira.
Seguindo ainda a retórica, algumas pessoas morrerão afogadas e outras serão internadas em coma alcoolico, sem contar naturalmente a reportagem daquele acidente horrível na estrada que liga algum lugar a lugar algum, explorado nos detalhes mais sinistros, pela Record.
No mais, o carnaval continua atraindo turistas, que maravilhados com a alegria "hiênica" dos  brasileiros, ensaiam um sambinha no pé, meio desajeitados. Quase me esqueci desse detalhe. Provavelmente a Glória Maria, ou alguma equivalente fará uma entrevista com algum exemplar turístico de origem anglo-nórdica-saxônica-germânica, que estará como um gato, tentando dançar em uma chapa quente de fogão à lenha, um sambinha no pé, batendo palmas completamente fora do compasso e chamando samba de sambáh.
Tem carnaval?


Evoé galera!


(de Jaguariaiva para o parkinsonlimonada - Roberto Coelho)
(Bom dia! - com entonação e dicção Cid Moreirica) 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O mundo ideal

Você anda cabisbaixo, triste, desanimado, infeliz ou sem esperança? O mundo anda sem graça para você e mesmo tomando anti-depressivos a vida está sem graça?
Você está precisando comprar Caras! Isso mesmo! Leia a revista Caras!
Nunca vi tanta gente feliz junta! Gente rica, bonita, malhada...
Fico aqui pensando em qual planeta vivem eles, os caráveis.
Um mundo feliz, com gente feliz, sem prestação do sistema financeiro da habitação para pagar, sem IPTU, sem ÌPVA... Sem bujão de gás que acaba bem na hora do almoço, sem resistência do chuveiro queimando no meio do banho...
Imagine só... O arroz nunca está queimado, o bife sempre macio... A ilha de caras é o paraíso!
Imagino que nem o disque pizza demore para entregar lá e ainda por cima a pizza chega inexplicavelmente quente!
E ainda por cima, dão carros de presente! A Adriane Galisteu foi uma das felizardas, eu li na Caras! Por isso estou feliz hoje!
Faça como eu que encontrei aos 55 anos a fonte da felicidade, leia Caras!


Boa noite!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

De Jaguariaiva

Boa noite de Jaguariaiva, na casa do meu irmão! Estou por aqui esperando uma pequena tempestade tropical passar e ir embora sem deixar vestígios.
Como diz a canção, "a vida leva e traz, o tempo faz e refaz..."
Vão-se os anéis e ficam os dedos, aos quarenta e cinco do segundo tempo, já vi muito jogo virar na prorrogação. E o meu já está pra virar...
Não é para entender mesmo, se você não entendeu.
É só pra desabafar!

Abraços aos verdadeiros amigos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sexta feira é dia

de:
cachorro louco,
brincar um pouco,
beber até,
voltar a pé,
beijar e abraçar,
brincar de amar,
lustrar sapato,
brincar com o gato,
ir para o céu,
visitar motel,
criar e recriar,
brigar, xingar,
fazer valer,
entender,
aceitar,
sublimar,
amparar,
acatar,
surpreender,
escolher,
esperar na fila,
juntar "as pila"
dançar como um louco,
experimentar de tudo um pouco,
mostrar documento,
esfregar unguento,
vestir cores,
morrer de amores...


Afinal hoje é sexta!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Serenidade!

Após ter vomitado minha indignação no post abaixo, inspirado pelo excelente Salmonela Dub, comecei a pensar na serenidade que os anos nos trazem.
Os anos nos fazem olhar a vida de um ponto de vista privilegiado, que só é alcançado através de quilometragem.
Essa serenidade nos permite observar os mais jovens de um ângulo de quem já passou pelos mesmos caminhos. Os mesmos caminhos, os do conhecimento, da experiência adquirida do jeito fácil muitas vezes e algumas não. Essa paz que chamo serenidade é um presente da vida, premiando a conquista do que realmente valeu a pena na vida - a experiência.
Falei ontem de mudar a história e em vez de ser empurrado para baixo, empurrar para cima. 
Isso de mudar a história vem dai mesmo!


s - e - r - e - n - i - d - a - d - e

Seriedade

Você já parou para pensar quanta seriedade é jogada fora diariamente?
Gente séria que não é levado a sério? E quanta canalhice rola sem que ninguém dê a mínima?
Onde é que foram parar os escrúpulos? Alguém aí ajude a recobrar o que é sério!
Cadê o remédio da prateleira? Cadê a casa para quem não tem? 
Cada pessoa que morre na fila de atendimento do hospital, é só mais um número de estatística?
A desgraça, o horrível, o censuravel, o promíscuo está servido junto com o seu jantar, na televisão. Bom apetite!
Desculpem a acidez! Mas enche o saco porra!
Acordaí!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O lado bom do lado mau

Tudo tem uma razão para acontecer, dessa ou daquela maneira, na vida. Tendo vivido intensamente como vivi até agora, posso lhe afirmar, sem medo de errar:
- Até o lado mau da vida, tem seu lado bom! Claro! É uma questão, meramente de "onde se observa", o lado mau.
Existem um monte de histórias contando essa verdade... Pena não lembrar de nenhuma agora. Eu posso explicar melhor...
Meu caso e a Doença de Parkinson (que é uma merda... ela, a doença). Apesar dos limites que me impõe, continuo vivo e mostro a língua para ela, como moleque atrevido que sou, sempre que posso. 
Vivo! Inteiro! Não falta nada!
Estou pensando desde já o que vou fazer com minha bicicleta, quando chegar aos 35 anos de diagnóstico! E o amigo Paulo que não endureça muito nossas viagens, porque senão não vai sobrar para os 35.
Essa atitude diante da vida, de nunca desistir, de tirar leite de pedra, tem sido minha marca registrada na vida, graças ao aprendizado ministrado pelo insigne Mr. Parkinson. 
Viram o lado bom?
No entanto, a exemplo do capitalismo selvagem, tudo tem um preço. O preço do "Cursinho do Mr. Parkinson" é alto, o que só valoriza ainda mais suas aulas.
Tudo é uma questão de ponto de observação.
Pareço otimista demais?
Meus caros, alguém tem que empurrar para cima, já que para baixo, não falta quem empurre.
Reflita sobre isso...
Comece a considerar a possibilidade de "empurrar para cima". Mude, dentro do possível, essa história de "ser empurrado para baixo". Você acabará curtindo, como eu curto, olhar a expressão das pessoas quando digo que tenho quase 31 anos de diagnóstico e sou ciclista de pedalar de Curitiba a Porto Alegre e muito mais. Aquela cara de espanto me faz bem! Alguns saudáveis e bem nutridos chegam a falar:
- Eu não chegava nem na esquina!
Pois eu sou um cara curioso. Quero saber sempre o que há depois da esquina...

Boa noite

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Domingo tem pedal amistoso!

Domingão tem pedalada. Vamos dar a Volta na Represa do Passaúna. Saída as 06:00 hs e a segunda saída do Angeloni, as 7 horas (viu jops e adjacências...). Percurso amistoso, serão 71,62 km total, com 439 metros de aclive acumulado. Somente três subidas categorizadas, mas no nível 5, que é o mais baixo. Pra variar, sairemos da esquina da Theodoro Makiolka com a Av.Paraná, com um tempo estimado em no máximo de 6 hs. de pedalada ( não quero perder o sorteio do bife ).
(fonte: http://voudepeta.blogspot.com)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pedal legal com o JOPS

Eu não estava no dia, a gripe pegando forte, mesmo assim insisti e fui! Encontro com o JOPS no local combinado, a casa dele. Alguns minutos e estavamos a caminho da João Bettega, descendo em direção a Araucária.
Na subida do Portal Polonês comecei a sentir o efeito da gripe. Tinha pensado em suar um pouco para combatê-la, mas a história foi outra.
Fui enfraquecendo a força nos pedais e confesso que cheguei em casa de volta "de arrasto".
O que valeu foi a companhia do JOPS, já que o pastor Mário amarioelou (que horrivel essa), dizendo que tava calor, que não gosta de suar, que a base ia escorrer toda no rostinho. Ara rapá, tome tento!
Voltando ao JOPS, descobri que a paçoquinha entrou em sua vida, na mais tenra idade. Sua mãe já ministrava boas doses de Q-Big (essa era a marca da paçoquinha melhor que havia nos anos 70) na mamadeira do pequeno JOPZ. Vem daí a adição à paçoquinha. Para celebrar paramos na João Bettega na volta, para o ritual de degustação da raríssima paçoquinha com adição de açúcar mascavo. Manjar dos Deuses! A paçoquinha fica com sabor mais encorpado, principalmente se for produzida com amendoins da Indonésia, colhidos na lua certa, que é a cheia. Pois tomei uma aula de paçoquinha e como sei que o JOPZ nunca perde meus posts, proponho aqui a fundação do Clube de Degustação de Paçoquinhas Base UM, onde os paçoquinhófilos poderão trocar experiencias paçocais.
Isso aí, domingo de pedal xoxo para mim, mas cheio de  bons papos do grande amigo JOPZ!


Até amanhã

sábado, 29 de janeiro de 2011

Domingão tem pedal!!!

Uêba!!! Domingo especial amanhã! 
O amigo Jonatan Israel, comentarista oficial do parkinsonlimonada, o paçoquinha-man, mais conhecido como "Jops" estará envergando as cores da Igreja Mundial do Pedivela Quadrado, rumo à pujante cidade de Guajuvira, adiante de Araucária.
Há muito que eu e o Missionário J. Israel  não pedalamos juntos. Essa será uma excelente ocasião para trocarmos receitas de paçoquinhas e falarmos amenidades. O Reverendo Mário estará presente também, enriquecendo a pedalada, com suas maçãs, que diga-se de passagem, ninguém aceita. Fico aqui imaginando que ele coma torta de maçãs a semana inteira.
Como diria o Galvão:
- Bem amigos do parkinsonlimonada, depois eu conto o que rolou...


Cicloabraxos



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ainda o Cronomet

Quando comecei a tomar remédios para a Doença de Parkinson, o primeiro medicamento foi o Prolopa 100/25, depois passei para o Prolopa 200/50.
Usei o Prolopa, por pelo menos 20 anos, o que certamente foi acumulando resíduos do medicamento no meu corpo, imagino eu.
Chegou a um ponto de ter que reduzir a dose, fracionando o comprimido em 1/8, para que os indesejáveis movimentos involuntários, as discinesias, fossem menos intensas. Mesmo assim foi um período difícil.
O Dr Paulo Jacques, meu neurologista, prescreveu então o Cronomet 200/50, um medicamento novo na época, com a mesma formulação do Prolopa, mas com a diferença da dispersão, ou absorção lenta pelo organismo. Comecei tomando 1/2 comprimido 4 vezes ao dia, associado ao Sifrol 1mg.
O resultado foi surpreendente! Voltei a ter a vida de antes e as discinesias, tornaram-se coisa do passado.
Acontece que o Cronomet, foi retirado do mercado e substituído por um breve período, pelo Duodopa, que também acabou sumindo.
A solução, obviamente foi retornar ao Prolopa e às discinesias. Existe um medicamento da Roche, o Prolopa HBS, que, a exemplo do Cronomet, é de liberação ou absorção lenta pelo organismo. O problema é fracionar as doses, já que o Prolopa HBS é encapsulado, ou seja, uma única dose por cápsula, o que no meu caso de nada adianta. É tomar e as discinesias começam, principalmente na primeira hora ou hora e meia após a ingestão.
Pensando em como resolver o problema, já que o interesse econômico da MSD não me deixou alternativa, falei com a minha amiga e farmacêutica, Carla Matsue, da Humana Farmácias Integradas, e ela gentilmente fracionará as doses do Prolopa HBS 100/25 em cápsulas de forma que eu terei metade da dose a cada ingestão da medicação. Hipotéticamente deverá funcionar. Depois lhes conto o resultado.
Agora pergunto: 
- É possível ter-se que fazer uma manobra desse tamanho, para ter meu bem estar físico assegurado?
Francamente....


Boa noite!